Diário de alguém que sonha ser Mãe e tem o difícil papel de tratar a infertilidade por tu.

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Sábado, 5 de Setembro de 2015

A nova e difícil aventura Infantil

Olá a todos!

Neste momento aproveito para teclar já que tenho algum silêncio!

O meu menino começou no Jardim de Infância esta semana e foi difícil, mais do que eu esperava.  Talvez porque na creche tinha corrido tão bem...

No primeiro dia chorou berrou agarrou-me não me deixou sair da sala por nada... parecia que o iam matar... "mamã não bai-te imbora..." (a célebre frase dele) "ficáqui"... e agarrava a minha mão com a maior das forças. O olhar de esguelha é algo que o caracteriza enormemente. Jamais me esquecerei do olhar dele através do canto do olho sem mexer a cara somente os olhos... é de rir e ao mesmo tempo de sentir pena pois é o medo que o faz reagir assim. Estavam também outros pais na sala que não conseguiam sair... alguns meninos choravam bastante até que a a coisa se descontrolou mesmo, e o berreiro e a desordem eram absolutos. Aí o mundo do meu filho desabou,  ele deixou de conseguir conter o choro e agarrou-me ainda com mais força. Eu andava ao mesmo tempo a tentar acalmar outros na esperança de não perturbarem tanto o meu mas foi impossível. Estive lá duas horas  no meio de uma grande agitação e desesperos até que a certa altura achei que estava na hora de ganhar coragem e sair. Ele tinha que enfrentar sozinho... Ele é meu filho e aqui "a força nunca foi fraca" por isso virei costas, deixei-o em pranto ao colo da educadora e saí. Ainda aguardei uns minutos do lado de lá... não queria deixá-lo assim, como era fácil num segundo apenas dar-lhe todo o amor que precisava, atenção e segurança..., numa altura em que a vida dele anda tão difícil, mas não podia... era pior... ele ia ter que  ultrapassar sozinho, é assim que se cresce!  Esperei do lado de fora, tentei ouvi-lo mas não conseguia, só ouvia  gritos de outros... vim embora passado algum tempo... Até que antes do almoço telefonei para lá e tive uma surpresa... é que não podia ter ficado mais orgulhosa ao ouvir o que a educadora me disse: Mãe o António é um querido, é mesmo querido sabe aquilo durou dois minutos depois virou-se para mim e disse "não choro mais" e nunca mais chorou!" O meu coração derreteu   apeteceu-me logo ir a correr buscá-lo mas não, aguentei-me até ao terminar da sesta. Depois fui buscá-lo com o pai para ficar ainda mais contente e quando nos viu desatou a correr na minha direcção saltou para o meu colo escondeu a cara e chorou, chorou baixinho, aliviou, desabafou através de lágrimas, deitou para fora o que tinha engolido e eu mantive a serenidade dei lhe todo o meu amor e trouxe-o de volta. No dia seguinte levei-o até à sala, foi bastante melhor parecia que tudo ia ser fácil até olhar para mim e dizer de novo "não vai-te imbora"... Eu não podia voltar a fazer como no dia anterior e para não alimentar mais a cena virei costas e sai simplesmente, claro que ele ficou a chorar. Voltei lá no final da sesta e a educadora disse que ele tinha sossegado logo após e não tinha chorado mais. Nesse dia quando me viu a mim e à avó a chegar esboçou um sorriso enorme e veio feliz. terceiro e último dia desta primeira semana. Foi um pouco calado até à escola... e eu a antever o problema discursei muito muito... expliquei onde trabalhava, e o pai, expliquei que os avós ficavam com os bebés e por isso viviamos temporariamente com eles, e que os crescidos iam para a escola grande, como era o caso dele. Perguntei-lhe se ia chorar... ele disse que sim, eu disse que ele podia chorar que não tinha mal mas para saber que eu nunca o iria abandonar e que em breve voltaria a sentir-se feliz, com novos amigos. Expliquei-lhe tudo o melhor que pude, pois não gosto de esconder ou mentir. Ele continuava de poucas palavras. Chegados lá brinquei ao pendurar a mochila no cabide e ele riu, depois ajoelhei-me em frente a ele encostados na porta da sala que ja estava fechada, e disse algo do género: agora vais entrar, a mamã vai embora e tu vais brincar. Dá-me um beijinho e vai correr bem. Ele deu-me uma beijoca na boca (às vezes faz isso, algo que não gosto de ver mas que adoro sentir) e eu disse bate tu à porta ele sorriu e bateu, eu abri-a. A educadora chamou-o, estavam a cantar a canção dos bons dias a Jesus e ele lá foi para o sítio que ela indicou, eu fechei a porta e aguardei. Eles iam dizendo, ou não , os bons dias cada vez que ela chamava o nome de cada um, e no momento que disse bom dia António eu ouvi-o responder bem alto: bom dia! Fiquei tão feliz e orgulhosa dele... de coração mais sossegado regressei a casa. Depois resolvi ir buscá-lo mais tarde, deixei-o já a lanchar... e que bem que ficou nem podia acreditar. Quando apareci de novo com a avó fez muita festa, estava feliz e eu feliz fiquei. Penso que segunda-feira vai voltar tudo ao mesmo, à dificuldade inicial, mas o primeiro passo foi dado e agora é só aguentar para que se acostume e entre na rotina. Prova superada filho és um valente! Terrorista qb mas o meu orgulho! Não é fácil lidar com tanta mudança como a que tens tido mas estás a conseguir, boa!


publicado por Embuscadamaternidade às 23:43

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